SARS-CoV-2 e Vírus Influenza: panorama e desafios atuais
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Resumo
Os vírus SARS-Cov-2 e Influenza causam um forte impacto socioeconômico no Brasil e no mundo. Desde seu surgimento em dezembro de 2019, a COVID-19 já registrou quase 40 milhões de mortes no país, enquanto a gripe por Influenza é uma ameaça sazonal, que exige vacinação anual. Ambos os vírus são zoonoses, com frequentes mutações antigênicas e ação sobre células epiteliais do trato respiratório superior e inferior humano. Casos leves e moderados têm quadro clínico tão similar que é necessário o uso de RT-PCR com secreções da nasofaringe para diagnóstico. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a população brasileira tem acesso gratuito a tratamentos e imunizantes. Para SARS-COV-2, atualmente estão disponíveis as vacinas de mRNA Spikevax® (Moderna), Comirnaty® (Pfizer) entre outras. As vacinas contra Influenza são trivalentes e atualizadas anualmente, conferindo proteção contra as cepas H1N1, H3N2 e B/Victoria. Pacientes infectados com COVID-19 são tratados com o anticorpo monoclonal Tocilizumabe, de classe IgG1 recombinante para controle da inflamação, ou com o antiviral Paxlovid® para pacientes em risco de evolução para casos graves. Para infecções por Influenza, recomendam-se antivirais como Baloxavir, inibidor da replicação do genoma viral, e Oseltamivir, que bloqueia a proteína neuraminidase, essencial à liberação de novos vírions. Pesquisas em andamento buscam vacinas universais que resistam às mutações contínuas do
Influenza. Outras investigações exploram anticorpos monoclonais neutralizantes e não neutralizantes com ação sob epítopos conservados contra SARS-Cov-2, como o REGN17092, (Regeneron Pharmaceuticals) e o AZD3152 (AstraZeneca), oferecendo imunização mais duradoura à população.
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